
Ainda impulsionados pela alegria da Páscoa, quero
através de três passagens das Sagradas Escrituras,
comentar essa verdade de fé: Diante de estupefatas
mulheres, por causa do túmulo estar vazio, duas testemunhas
proclamaram: “Por que procurais entre os mortos
aquele que está vivo? Não está aqui! Ressuscitou!”
(Lc24,5-6a); após o Pentecostes, São Pedro discursou
à multidão dizendo: “Mas Deus o ressuscitou, libertando-o
das angústias da morte, porque não era possível
que ela o dominasse [...] Por isso alegrou-se meu
coração e exultou minha língua; mais ainda, minha
carne repousará na esperança” (At 2,24.26); e como em
Corinto alguns não acreditavam na ressurreição dos
mortos, Paulo explica em detalhes a importância da
Ressurreição de Cristo. O Apóstolo das Gentes elenca
seis consequências desastrosas se a ressurreição de
Cristo não tivesse ocorrido: pregar sobre Cristo seria em
vão; a fé em Cristo seria em vão; todas as testemunhas
e pregadores da ressurreição seriam mentirosos; ninguém
poderia ser redimido do pecado; todos os cristãos
que morreram em Cristo estariam perdidos; e os
cristãos seriam os mais infelizes de todos os homens (cf.
1Cor 15,14-20). Interessante notar nestes textos que de
alguma forma eles realçam a
alegria proveniente da Ressurreição
de Cristo: às mulheres,
as testemunhas exortam para
anunciarem alegres o ocorrido;
Pedro, citando o Salmo 16(15),
confessa ser essa a alegria do
seu coração e Paulo, apontando
que seríamos os mais infelizes
dos seres humanos se Cristo
não ressuscitasse. O que nos faz diferentes das demais
religiões é crermos na Ressurreição de Cristo. Apesar de
respeitarmos todas as religiões, sabemos que o Único
que ressuscitou foi Jesus. Não é à toa o Papa Francisco
quis ressaltar, diante de um mundo por vezes sombrio
e triste devido ao pecado do homem, a importância
dos cristãos serem testemunhas da alegria: “A Alegria
do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles
que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar
por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio
interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem
cessar a alegria” (Exort. Apostólica EvangeliiGaudium,