quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

ARTIGO: A MISSÃO É UM CASO DE AMOR, POIS O AMOR FAZ DA VIDA UMA MISSÃO

Por Irmã Alcinda Primon, CMC

A missão é eficaz e gratuita, não tem interesses. “De graça recebestes, de graça, deveis dar!” (Mt 10, 8). A gratuidade liberta do desânimo, da desistência, traz paz e serenidade em meio às adversidades.
A missão convoca para a santidade de vida; que não é observar normas e leis, não se reduz a prática de algumas obras de caridade. É viver no dia a dia, no estilo do Evangelho de Jesus Cristo. Ser santo é dom, é graça de Deus, que nos é dado gratuitamente.
A missão cura e liberta, do medo, do egoísmo, do círculo fechado, da angústia, do desânimo, da depressão, do desespero. O missionário do Evangelho é uma pessoa feliz, não é deprimido e infeliz, vive a alegria do Evangelho (EG). A missão exige despojamento, humildade, estilo de vida simples, pobre, sem muita bagagem. A missão cura e transforma vidas apagadas.
O missionário tem Maria como sua Estrela guia que conduz seus passos, por isso a chamamos de Estrela da Evangelização. A identidade do cristão é ser discípulo de Jesus Cristo: “Sigam-me” (Mc 1, 17). Discipulado e Missão são o DNA do cristão. E o seguimento de Jesus é o fundamento de toda verdadeira espiritualidade cristã.
A base do conhecimento de Jesus é o estudo dos evangelhos. Por isso somos convidados a estudar neste período das Santas Missões Populares o Evangelho de Marcos neste ano litúrgico (SMP -p.245-246) que nos ajudará a conhecer a pessoa de Jesus. Logo no início do Evangelho de Marcos, Jesus nos pergunta: “Quem sou eu para você?” (cf. Mc 8, 29) ao meditarmos o evangelho e chegando ao seu final seremos convidados a dar uma resposta. Esperamos que a nossa resposta seja semelhante a do soldado aos pés da cruz: “verdadeiramente Ele era o Filho de Deus” (Mc 15, 39).
Aproveitemos este tempo de graça para a nossa Diocese com as Santas Missões Populares. Pois ela quer ir mais além com sua metodologia, antes mesmo de sair pelas ruas, fazendo visitas missionárias, deseja sacudir a nossa postura acomodada, a mesmice cotidiana, para uma experiência profunda de Deus por meio da preparação e execução dos retiros missionários no âmbito diocesano e paroquial.
Abramos os nossos corações a este tempo de graça, pois o Espírito Santo de Deus deseja realizar maravilhas nos nossos corações, somos convidados a dar oportunidade a Ele para que aja, tirando de nosso meio todo ceticismo, que impede acontecer os milagres de Deus. (Cf. Luiz Mosconi, Santas Missões Populares, – p. 215-247).

Fonte:www.dj.org.br

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